Ela pesa pouco, mas carrega um enigma.
Foi feita para abrir algo —
algo que talvez já nem exista.
A ferrugem é sua memória,
um mapa de oxidação que conta quantos invernos atravessou.
E, mesmo sem fechadura,
a chave insiste em ser promessa:
a de que ainda existe um segredo,
escondido em algum lugar, esperando.
0 Comentários