Ela pesa pouco, mas carrega um enigma.

Foi feita para abrir algo —

algo que talvez já nem exista.

A ferrugem é sua memória,

um mapa de oxidação que conta quantos invernos atravessou.

E, mesmo sem fechadura,

a chave insiste em ser promessa:

a de que ainda existe um segredo,

escondido em algum lugar, esperando.