Um sapato perdido na beira da estrada
Um só, solitário,
olhando carros passarem como rios de metal.
De quem foi?
De alguém que correu?
De alguém que partiu rápido demais?
O asfalto o transformou em testemunha,
e cada pneu que passa é como um verso truncado.
O sapato não anda mais,
mas ainda guarda a forma de um pé
que, em algum tempo, sonhou com caminhos.
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